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Segurança e Eficácia cientificamente comprovadas para as salas de radiologia

Segurança e Eficácia cientificamente comprovadas para as salas de radiologia
18 de setembro de 2019 ● Contrastes
Com o intuito de melhorar a biossegurança nas salas de radiologia, pesquisadores de Ribeirão Preto/SP desenvolveram o Procedimento Operacional Padrão (POP) para comprovar a segurança e eficácia do manuseio seguro do conector com válvula anti-refluxo (VAR) em exames contrastados.
Durante quatro anos, a enfermeira, Marcela P. F. Azevedo, e um grupo multidisciplinar da USP de Ribeirão Preto/SP elaboraram o POP, sob a orientação do Prof. Dr. Evandro Watanabe, com experimentos físicos, de funcionalidade e microbiológicos utilizando o Patient-set - Conector para Ressonância Magnética e Tomografia Computadorizada, com válvula antirrefluxo. 
A biossegurança é fundamental para garantir os controles da contaminação e risco de infecção em sistemas de infusão na radiologia e está atrelada não somente aos aspectos físicos, de funcionalidade e microbiológicos dos conectores com VARs, mas também a conduta ética e profissional na prática clínica, e diante disto foi desenvolvido o Procedimento Operacional Padrão (POP) que respalda o manuseio seguro do Patient-set.
O POP foi elaborado e validado por onze peritos, sendo seis profissionais da área da enfermagem e radiologia que atuam em campo e cinco pesquisadores da área da enfermagem do Núcleo de Estudos de Prevenção e Controle de Infecção nos Serviços de Saúde (NEPECISS) da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto - USP. O POP tem a finalidade de direcionar a prática adequada do manuseio do Patient-set, visando a biossegurança, controles da contaminação e do risco de infeção dos sistemas de infusão em radiologia.

POP resumido para o uso do Patient-set:

1- Abrir a embalagem da(s) seringas e do(s) conectores, com técnica asséptica e realizar a montagem atentando-se para evitar o contato das extremidades do(s) conectores com as mãos e superfícies, ao retirar as tampas;
2- Preencher o Patient-set com solução fisiológica estéril, até a retirada de todo o ar e mantê-lo com a seringa conectada ou oclusor esterilizados;
3- Realizar a antissepsia do local da punção;
4- Esticar a pele com uma das mãos e introduzir o cateter intravenoso, com o bisel voltado para cima, a um ângulo de aproximadamente 30° a 45°;
5- Verificar se a veia está corretamente puncionada;
6- Conectar o Patient-set firmemente ao cateter periférico;
7- Utilizar a seringa conectada ao Patient-set (ou conectar uma nova seringa) e puxar o êmbolo no contra fluxo da corrente sanguínea até sentir uma pressão contrária e soltar;
8- Deixar a seringa conectada ao Patient-set, ou fechar com um oclusor esterilizado;
9- Manter o paciente orientado quanto aos possíveis efeitos colaterais;
10- Conectar o Patient-set ao conector da injetora de contraste e iniciar o procedimento radiológico;
11- Ao término do procedimento, higienizar as mãos, proteger o conector da injetora de contraste, com um oclusor esterilizado;
12- Calçar as luvas de procedimento e desconectar o Patient-set com rigor de assepsia;
13- Avaliar as condições do paciente e orientar quanto aos cuidados pós-procedimentos, se atentando aos pacientes renais crônicos, ao uso de medicações prescritas de rotina, a alimentação e reações adversas.
14- Descartar os resíduos de acordo com a legislação vigente e registrar o procedimento.



Referência: Azevedo, M.P.F. Biossegurança: avaliação da eficácia de válvulas antirrefluxo em sistemas de infusão na radiologia. 2018. 73p. Tese de doutorado - Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo (EERP-USP), 2018. Disponível em: alkodobrasil.com.br/tese.

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